Reisadas

Os Formandos do Curso EFA B3 saíram à rua e foram visitar alguns gondifelenses para lhes desejar um Feliz ano Novo, cantando-lhes os Reis, como manda a tradição.

Inserida no Tema de Vida “a Solidariedade”, esta actividade foi preparada na área de Cidadania e Empregabilidade, com a colaboração da mediadora, Rosa Dias.
Todos os formandos participaram com empenho e entusiasmo e ficaram agradavelmente surpreendidos com o bom acolhimento proporcionado pelo povo de Gondifelos.
Estas foram as letras das reisadas:

De Belém vimos, somos pastores
Dar as Boas Festas aos meus senhores

Boas Festas, Boas Festas
Tenha Vossa Senhoria
Com boas entradas de Ano
Com prazer e alegria

Como alegres passarinhos
A nossa vida é cantar
E aos senhores desta casa
Nós aqui vimos saudar

Quem diremos nós que viva
Na folhinha do loureiro
Viva o patrão desta casa
Que é um nobre cavalheiro

Viva a senhora da casa
Raminho de salsa crua
Quando se põe à janela
Ilumina toda a rua

Vivam todos meus senhores
Vivam todos, em geral
Deus lhes dê um ano novo
Isento de todo o mal

Boas noites, meus senhores
Até ao ano que vem
Alegria e paz em Deus
E na Virgem, sua mãe

Somos marinheiros, nós vimos do mar
E os Santos Reis, nós vimos cantar
Dar as Boas Festas alegres, ditosas
Pois o Deus Menino nasceu entre rosas

Aqui vimos, aqui vimos
Aqui vimos, bem sabeis
Vimos dar as Boas Festas
E também cantar os Reis

Aqui estão os reis à porta
E os pastores para ao cantar
Se o senhor nos der licença
Nós os vamos começar

Viva o senhor desta casa
Viva a família inteira
Viva também Deus Menino
A aquecer-se na lareira

As janeiras já cantámos
Por esses caminhos fora
Feliz Ano, desejamos
Agora, vamos embora


Este grupo entusiasmado agradece enternecido a generosidade com que foi acolhido.

A Mediadora: Rosa Dias

Solidariedade na Época Natalícia


Os formandos do Curso EFA, no âmbito do Tema de Vida: “Solidariedade”, desenvolveram uma actividade de recolha de bens alimentares, roupas e brinquedos, na qual envolveram os alunos do ensino Básico diurno, pessoal docente e não docente.
A campanha foi muito bem sucedida e com as oferendas conseguidas foi possível construir treze cabazes muito bem recheados, que os formandos foram entregar a famílias carenciadas de Gondifelos. As famílias acolheram as ofertas com surpresa e agradecimento profundo, que comoveu os formandos, bem como a formadora de Linguagem e Comunicação, que os acompanhou.

Bem hajam todos quantos participaram nesta campanha solidária.

A Mediadora: Rosa Dias

Quadras de S. Martinho

Há castanhas para assar
E gente para as comer
Para as fazer deslizar
Um copinho vou beber

Neste dia comemoramos
O S. Martinho que é francês
O vinho novo provamos
Como um bom português

O Verão de S. Marinho
É bem-vindo, com certeza
Com castanhas e bom vinho
E o que mais vier para a mesa

À roda desta fogueira
Festejar é um prazer
Só por estar à tua beira
Nos momentos de lazer

Tenho tempo livre que chegue
Para fazer o que gosto
No S. Martinho se bebe
Sempre a partir do sol-posto.

A Mediadora: Rosa Dias

Lenda de S. Martinho

Chega o mês de Novembro e logo se pensa no S. Martinho, castanhas, nozes, figos e vinho novo.
Muitos não conhecem a lenda de S. Martinho nem a origem do verão de S. Martinho.
Martinho nasceu no ano 316 em Sabária (actual Hungria).
Seu pai era soldado do exército romano e deu-lhe uma educação cristã. Aos 15 anos Martinho foi para Itália e alistou-se no exército romano.
Tornando-se num corajoso general e poderoso e rico.
Um dia de regresso a casa, vindo de algures de França de uma grande batalha, debaixo de uma grande tempestade, com chuva forte, granizo, vento forte e o frio parecia esmagar os ossos.
Seguindo o seu caminho no meio daquela chuva tão forte quando avistou um mendigo, quase nu, se confundia com um grande tronco na beira da estrada. O mendigo tinha a mão estendida pedindo auxílio a alguém que o salvasse de uma morte certa.
O general Martinho ao ver o mendigo, ficou com o coração apertado com tanta desgraça. Parou no meio da estrada saiu de cima do cavalo e passou a mão pela cabeça do mendigo e de repente pegou na sua capa e com a sua espada de um só golpe dividiu-a em duas partes, dando uma parte aquele mendigo.
Agasalhou-se o melhor que pode com a restante capa e continuou o seu caminho. Chovia torrencialmente mas Martinho cheio de felicidade lá foi cavalgando estrada fora.
Então, deus que e apreciador de bom gesto fez desaparecer a tempestade. O céu ficou limpo o sol apareceu cheio de raios de luz e calor.
Nos 3 dias em que durou a viagem de regresso a casa um sol radioso acompanhou o general. Isto decorreu no mês de Novembro, dando lugar ao verão de S. Martinho.